Vila Olímpica

Com um passado peculiar e um presente de realizações, a Vila Olímpica (ou Campinho, para os íntimos) é um ponto-chave no morro. Para os mais entusiasmados, trata-se do coração do Vidigal.
O local abriga uma creche municipal, uma ONG (a Gasco), a sede da cooperativa de moto-táxis (Cooper Zona Sul) e a própria administração da Vila Olímpica, que oferece uma infinidade de atividades esportivas para crianças e jovens. A cada 15 dias, às quartas-feiras, recebe o Campinho Show, espécie de show de talentos local, promovido pelo Grupo Nós do Morro.

Administrada por Marcelo Matos, do Instituto Crescer com Meta, a Vila Olímpica tem como objetivo não só identificar e formar atletas de alto rendimento, mas também inserir as atividades físicas no cotidiano de seus alunos. Após o horário regular, que vai de terça a sexta, das 7h às 18h, o local é destinado ao lazer da comunidade, incluindo aí sábados e domingos, das 8h às 18h, quando famosos e anônimos se encontram em disputados jogos no campinho.

Coube à administração atual fiscalizar a principal entrada da trilha para o Morro Dois Irmãos, que fica por lá. Para entrar, eles orientam aos guias que passem antes na Associação dos Moradores e se cadastrem.

A história: peixes, lama e uma iniciativa
Contam os moradores mais antigos que no local onde hoje está o imponente campo de gramado sintético formava-se um lago cristalino, com direito a peixes e pescaria. Localizada na base do Morro Dois Irmãos, a região conhecida como Sobradinho e, mais para baixo, Índia, era um rico ecossistema, com variedades de animais, fontes de água e muitas árvores.

A ocupação sem limites fez com que a natureza reagisse: em 1996 a lama desceu e boa parte das casas da encosta do Dois Irmãos foi destruída. O barro levou com ele a vida de alguns moradores, a maior parte, crianças.
Para evitar a reocupação, a prefeitura indenizou os proprietários e reflorestou a área que hoje cerca boa parte da Vila Olímpica e por onde passa o início de uma das trilhas que levam ao “pico da pedra”.

Ainda nos anos 1990, começou a construção do campo. A origem é interessante: foi Gato, traficante apaixonado por esportes e querido no morro, quem mandou aterrar e preparar todo o terreno para a construção. Comprou tratores, fez um projeto ambicioso. Não viveu, porém, para ver sua iniciativa realizada.
Segundo relatos de diversos moradores, a prefeitura se apoderou das máquinas e do espaço e, inúmeros anos depois, finalizou a obra, inaugurada em 13 de fevereiro de 2011.
Um ano depois, com Vidigal já pacificado, o Instituto Crescer com Meta venceu uma licitação e desde o início de 2012, administra o espaço.

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